O Japão apoia a luta contra o Estado Islâmico (EI), grupo que representa "uma importante ameaça à ordem internacional", declarou nesta quinta-feira, em Nova York, o primeiro-ministro Shinzo Abe, destacando que Tóquio não tem a intenção de participar diretamente das operações militares.
"Japão considera as atividades do Estado Islâmico como uma grave ameaça à ordem internacional (...). O importante agora é prevenir o extremismo para que não se estabeleça, com respostas rápidas às crises humanitárias da região", disse Abe, que prometeu uma ajuda humanitária de emergência de 50 milhões de dólares.
"Apoiamos a luta da comunidade internacional contra o terrorismo", reafirmou Abe, acrescentando que os ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos "são inevitáveis para se impedir um agravamento" da situação.
Mas o Japão não participará diretamente das operações militares contra o EI, já que essa opção não está autorizada pela Constituição pacifista do país.
