Entre os dois mil europeus que lutam no Iraque e na Síria, cerca de 900 são franceses. Os oficiais de segurança da França temem que os recrutas usem suas recém adquiridas habilidades de guerra e seus passaportes da União Europeia para realizar ataques nos países europeus.
Cinco pessoas foram presas na terça e quarta-feira suspeitas de pertencer a um grupo extremista que atua no centro do país, disse o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve. A prisão veio após uma série de detenções de jovens francesas, incluindo uma jovem de 16 anos que partia do aeroporto de Nice para Turquia e depois seguiria para Síria, e três jovens que combinavam uma viagem nas redes sociais.
A França tem a maior população muçulmana entre os países da Europa Ocidental, cerca de 5 milhões de pessoas. O governo está tentando dificultar o recrutamento e a saída de franceses para lutar ao lado dos extremistas islâmicos. Nesta quarta-feira, o Parlamento do país deve votar uma medida que vai autorizar o governo a confiscar passaportes suspeitos e bloquear sites que tentam atrair franceses para o campo de batalha.