Durante o final de semana, os combates ao redor do aeroporto de Donetsk deixaram diversos bairros de norte da cidade sob o fogo cruzado. No domingo, dois bairros da região foram severamente bombardeados causando mortes de civis e danos graves em áreas residenciais. Embora as áreas atingidas estejam sob comando rebelde, o governo ucraniano culpou os militantes separatistas pelas mortes.
"Nem hoje, nem ontem e nem nos dias anteriores as forças ucranianas bombardearam regiões residenciais ou assentamentos", disse o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia, Andriy Lysenko. Os bombardeiros chegaram a 200 metros do local onde estavam os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), responsável pela implementação do cessar-fogo.
Ainda assim, a trégua assinada no começo do mês deu certa tranquilidade a região leste da Ucrânia e permitiu que prisioneiros de ambos os lados voltassem para casa. No domingo, 73 soldados ucranianos foram libertados numa negociação com os rebeldes, segundo o porta-voz ucraniano. O líder rebelde em Donetsk, Andrei Purgin, foi citado pela agência de notícias Interfax, confirmando que 73 soldados rebeldes também foram soltos. Esta foi a maior negociação para libertação de prisioneiros reportada desde o início dos conflitos em abril.
Mas ambos os lados do conflito afirmaram que estão recompondo seus estoques de armamento no caso de uma retomada dos combates.
Na segunda-feira, o ministro da Defesa da Polônia, Tomasz Siemoniak, disse que, embora o país não esteja vendendo armas para Ucrânia no momento, um acordo de fornecimento de armamento será discutido quando o ministro ucraniano visitar o país neste mês. A data do encontro não foi confirmada..