"Agora, a próxima etapa é passar para uma forma de ataque.
Em uma reunião à margem da cúpula da Otan na sexta-feira, em Newport (Reino Unido), Estados Unidos e outros nove países - Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Dinamarca, Austrália, Turquia, Canadá e Polônia - falaram da criação de uma coalizão para lutar contra os islamitas do EI no Iraque e na Síria, mas que exclui qualquer tipo de ofensiva terrestre.
Na entrevista ao programa "Meet the Press", Obama insistiu que não serão enviados 100 mil soldados americanos. "Faremos parte de uma coalizão internacional, realizando ataques aéreos para apoiar o trabalho das tropas iraquianas e curdas no terreno", explicou.
Neste domingo, os Estados Unidos ampliaram sua campanha aérea contra os jihadistas no oeste do Iraque para proteger uma represa fundamental. Até então, as forças americanas haviam limitado seus ataques a posições do EI ao norte de Bagdá, ajudando o exército iraquiano, os combatentes curdos e as milícias xiitas para tirar dos sunitas ultra-radicais o controle de diversos pontos, como a represa de Mossul, a mais importante do país.
O grupo jihadista assumiu o controle em janeiro de algumas zonas da província ocidental de Al Anbar, de maioria sunita, mas intensificou seu avanço no Iraque graças a uma grande ofensiva lançada em 9 de junho..