"Eu dei a ordem ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas para cessar as hostilidades a partir das 18h00 do dia 5 de setembro", indicou o presidente, citado pela sua assessoria de imprensa.
Por sua vez, os separatistas da República popular autoproclamada de Donetsk (DNR) informaram em seu Twitter que "os representantes da Ucrânia, da DNR e da RPL (República autoproclamada de Lugansk) assinaram um protocolo de acordo sobre um cessar-fogo a partir das 18H00 de sexta-feira", sem fornecer mais detalhes.
Além disso, os rebeldes pró-russos reiteraram a sua intenção de se separar da Ucrânia. "Nós aceitamos um cessar-fogo, mas isso não significa que renunciamos ao nosso objetivo de nos separar da Ucrânia", declarou o "primeiro-ministro" da RPL, Igor Plotnitski. Poucos minutos antes de assinar o documento, o primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk ressaltou que o plano de paz deve incluir a retirada das tropas russas do território da Ucrânia, pedindo ao Ocidente para atestar tal acordo.
"Devemos restabelecer a paz, mas não na base de uma proposta do presidente russo, e sim com base no que foi proposto pelo presidente da Ucrânia, que deve ser apoiado pelos Estados Unidos e a União Europeia", declarou Yatsenyuk na abertura do conselho ministerial. "Não podemos vencer sozinhos frente a Rússia, eles vão nos enganar", disse ele. "Precisamos de garantias", ressaltou.
Segundo ele, para ser eficaz, o plano deve prever "um cessar-fogo, a retirada do exército russo e o restabelecimento do controle da fronteira". .