O braço armado do Hamas executou palestinos acusados de colaboras com Israel durante a guerra de Gaza, informou nesta quarta-feira o site Majd, próximo do movimento islâmico.
Estes "colaboradores ajudaram o inimigo a atingir novos alvos" e foram "executados depois de serem detidos por fornecer ao inimigo informações sobre a resistência e seus homens", diz o site, citando uma autoridade da segurança em Gaza.
O site afirma que essas execuções foram realizadas pelas Brigadas Al-Qassam, o braço armado do Hamas, mas não especifica o número de "colaboradores" envolvidos.
O Estado judeu lançou em 8 de julho uma ofensiva para destruir as capacidades militares do Hamas em Gaza, onde cerca de 1.900 palestinos foram mortos, a maioria civis.
Por sua parte, o Hamas infligiu ao exército israelense suas maiores perdas desde a guerra no Líbano em 2006, com 64 soldados mortos.
De acordo com a lei palestina, os colaboradores, assassinos e traficantes de drogas podem ser condenados à morte.
Em maio, o Hamas anunciou que havia executado dois "colaboradores", um por fuzilamento e outro por enforcamento.
Em princípio, qualquer execução deve ser aprovada pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, que chefia a Organização de Libertação da Palestina (OLP), com a qual o Hamas assinou recentemente um acordo de reconciliação.
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