Carvajal enfrentava sanções pelo governo dos EUA desde 2008 pela acusação de tráfico de drogas e de armas.
O atual presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou o processo. Maduro comparou a detenção a um sequestro e afirmou que o processo viola as leis internacionais e a Convenção de Viena, que concede imunidade diplomática.
"Ontem nós testemunhamos uma emboscada contra um soldado da pátria. Nós não queremos problemas com ninguém no mundo, mas se a dignidade da Venezuela for violada, a Venezuela responderá com força suficiente", disse Maduro. "Nós não deixaremos nossa honra ou a de qualquer venezuelano ser manchada pela campanha orquestrada pelo império", acrescentou.
O Ministério de Relações Exteriores da Venezuela insistiu que a Holanda, a responsável pelos assuntos externos de Aruba, imediatamente libere Carvajal. O ministério alertou que as relações comerciais e diplomáticas podem ser afetadas. O governo holandês não comentou imediatamente o pedido do governo venezuelano.
A porta-voz da procuradoria-geral de Aruba Ann Angela esclareceu que a imunidade sempre está ligada a alguma função, mas que Carvajal não exercia nenhuma função em Aruba.