Jornal Estado de Minas

Rússia diz que avião militar ucraniano voou perto de aeronave malaia antes do acidente

Afirmação foi feita pelo general russo Andrei Kartapolov em coletiva realizada nesta segunda-feira, 21

AFP

- Foto: BULENT KILIC / AFP


Um avião caça ucraniano SU-25 estava a uma distância de 3 a 5 km do Boeing da Malaysia Airlines pouco antes da queda da aeronave, afirmou nesta segunda-feira o general Andrei Kartapolov, do Estado-Maior das forças russas.

"Constatamos a presença de um avião ucraniano SU-25 voando em direção ao Boeing malaio, que se encontrava a uma distância de 3 a 5 km. O Su-25 pode chegar a uma altitude de 10.000 metros e dispõe de mísseis ar-ar que podem disparar a até 12 km e garantir a destruição de um alvo a até 5 km", declarou o general durante uma coletiva de imprensa no ministério russo da Defesa.

"Nós nos perguntamos: qual o propósito de um caça estar voando naquela altitude ao mesmo tempo que um avião civil?", acrescentou. O general lançou outros fatores que podem acusar as forças ucranianas de ter disparado contra o Boeing que transportava 298 pessoas.

"Depois de Donetsk, o avião malaio mudou de direção, saiu de seu corredor e desviou para a esquerda, até 14 km. Ele então tentou voltar para o seu corredor, mas não foi capaz de realizar essa manobra. Às 17H20, houve uma queda significativa na velocidade e às 17H23 desapareceu dos radares dos controladores russos. A pergunta é: porque estava fora de seu corredor, foi um erro do piloto ou uma ordem dos controladores ucranianos?", questionou o general Kartapolov.

O general também disse que os mísseis terra-ar das forças ucranianas, capazes de derrubar um alvo a 35 quilômetros de distância, estavam posicionados perto de Donetsk no dia da catástrofe. "Por que as forças ucranianas estavam lá e contra quem essas armas anti-aéreas estavam apontadas, enquanto todo mundo sabe que os combatentes (separatistas) não têm aviões?", prosseguiu.

O general também negou que a Rússia tenha fornecido aos separatistas pró-russos sistemas de mísseis Buk, que teriam causado a queda do voo MH17, como acusam Kiev e Washington. "A Rússia não forneceu aos insurgentes sistemas de mísseis Buk ou qualquer outro armamento e equipamento militar", assegurou o general Andrei Kartapolov.

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