Nos últimos dias, a Ucrânia tem conseguido forçar os rebeldes a entregar várias cidades.
"O presidente da Ucrânia deixou isso claro: as negociações só serão possíveis depois de os militantes baixarem suas armas", afirmou ele.
Forças ucranianas se movimentam para bloquear a cidade de Donetsk, onde aparentemente os combatentes estão se entrincheirando. A cidade, que esteve sob controle rebelde por mais de dois meses mas onde não houve grande combates, tem agora grande quantidade de combatentes armados. Os moradores dizem esperar que a situação piore.
O ministro da Defesa disse que os insurgentes instalaram minas em várias estradas que levam à cidade para reduzir a velocidade das forças do governo. Na segunda-feira, os rebeldes explodiram pelo menos quatro pontes que levam ao território mantido por eles. Nesta terça-feira, o governo informou que um viaduto rodoviário perto de Donetsk foi destruído durante a noite, limitando o movimento de equipamento pesado.
O prefeito Alexander Lukyanchenko disse que cerca de 100 mil pessoas deixaram a cidade, que tem 1 milhão de habitantes, desde o início dos confrontos, em abril. Ele disse ter se encontrado com o presidente ucraniano Petro Poroshenko na segunda-feira para adverti-lo sobre os perigos de usar aviões militares e artilharia pesada contra rebeldes escondidos na cidade, densamente povoada.
Houve contínuos disparos no interior e nas proximidades de Donetsk durante a noite e várias explosões foram ouvidas, mas os confrontos diminuíram pela manhã, disse ele.
O líder rebeldes Andrei Purgin disse à agência de notícias Interfax que os insurgentes não esperam um assalto imediato à cidade, mas que se isso acontecer, eles não recuarão.