A aviação israelense realizou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza na madrugada desta terça-feira, após um intenso bombardeio com foguetes contra o sul de Israel por parte de ativistas palestinos, informaram testemunhas e fontes da segurança.
Os ataques deixaram doze feridos leves, segundo o último levantamento das autoridades palestinas.
Uma porta-voz israelense confirmou o lançamento de uma "operação aérea chamada 'cerca de proteção", sem entrar em detalhes.
Várias casas foram bombardeadas no sul da Faixa de Gaza, especialmente em Khan Younis, segundo testemunhas.
O braço militar do Hamas (no poder na Faixa de Gaza), as Brigadas Ezzedine al-Qassam, advertiu que Israel "ultrapassou a linha vermelha ao atacar casas".
O ex-chefe de governo do Hamas Ismaïl Haniyeh emitiu um comunicado pedindo "unidade entre os palestinos na frente política e sobre o terreno, incluindo uma intensa coordenação e cooperação entre todos os membros do nosso povo para enfrentar esta etapa crítica".
Haniyeh destacou que a agressão israelense é uma oportunidade excepcional para a reconciliação entre os palestinos, em referência ao Hamas e à Organização de Libertação da Palestina (OLP), que tentam constituir um governo de união.
Dezenas de foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra o sul de Israel na noite de segunda-feira, sem deixar vítimas, horas após três extremistas judeus confessarem o assassinato de um jovem palestino.
O braço armado do movimento islâmico palestino Hamas reivindicou a autoria dos disparos de "dezenas de foguetes" contra o sul de Israel, em "resposta à agressão sionista".
"Os foguetes são uma reação natural aos crimes israelenses contra nosso povo. Que o ocupante (israelense) compreenda bem a mensagem. Não tememos suas ameaças", advertiu o porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri.
Segundo o Exército israelense, mais de 40 foguetes foram disparados de Gaza em apenas uma hora, e o sistema de defesa antimísseis destruiu 12 no ar.
A TV de Israel informou que o gabinete de segurança autorizou o Exército "a intensificar as represálias contra o Hamas".
Dirigentes israelenses citados pelo Canal 10 afirmaram que o Hamas cruzou a "linha vermelha" e agora vai ter que "pagar".
Na noite de domingo, Israel matou oito combatentes palestinos, em diversas ações aéreas.
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