Autoridades acreditam que Yoo Byung-eun seja o proprietário da embarcação e que supostos atos de corrupção tenham contribuído para o naufrágio.
Cerca de 5 mil policiais, alguns usando capacetes e escudos plásticos, invadiam o complexo do grupo em Anseong, ao sul de Seul, informaram oficiais em condição de anonimato. Quatro integrantes da igreja foram detidos por supostamente dar abrigo a Yoo ou ajudá-lo a fugir. Outro integrante do grupo foi preso por supostamente tentar obstruir a ação policial.
Não estava claro se Yoo estava no local no momento da invasão. A polícia informou que ainda estava tentado encontrar e deter mais membros da igreja por supostamente terem ajudado Yoo.
O complexo, que tem o tamanho de 30 campos de futebol, é considerado a sede da igreja. Milhares de fiéis se dirigem ao local para os serviços religiosos nos finais de semana. Na área há produção agrícola, de peixes e um auditório que pode abrigar até 5 mil pessoas, segundo informações da mídia local.
Cerca de 200 membros da igreja se uniram para tentar impedir a ação da polícia cantando hinos, agitando as mãos para o alto e gritando slogans.
Yoo, presidente da falida empresa que antecedeu a atual operadora de balsas, a Chonghaejin, ainda controlaria empresas nas quais seus filhos e sócios próximos são os maiores acionistas. O governo ofereceu uma recompensa de US$ 100 mil pelo filho mais velho de Yoo e uma de suas filhas foi detida na França no mês passado.
A empresa anterior faliu no final da década de 1990, mas a família de Yoo continuou a operar os serviços de balsa com outras empresas, incluindo uma que, no final, se tornou a Chonghaejin..