O presidente do consórcio que constrói o chamado Projeto Moisés foi colocado em prisão domiciliar no ano passado durante uma fase anterior da investigação.
O prefeito Orsoni foi colocado em prisão domiciliar, acusado de financiar ilegalmente partidos políticos, informou a promotoria. Os demais são acusados de financiamento partidário ilícito, corrupção e fraude fiscal, entre outros crimes. O advogado do prefeito divulgou um comunicado no qual Orsoni nega as acusações.
Os recursos foram captados por meio de um sistema de superfaturamento, geralmente de serviços inexistentes, que em última instância é pago pelos contribuintes que financiam a construção do ambicioso e adiado sistema de barreiras que deve impedir a inundação de Veneza.
Os custos do Projeto Moisés, atualmente em 5 bilhões de euros, estão muito acima das estimativas iniciais. Mas Nordio disse que a investigação não terá impacto nas construções, das quais 80% já estão concluídas. O projeto foi lançado com grande estardalhaço uma década atrás e a expectativa é que esteja funcionando plenamente até 2016.
As prisões desta quarta-feira colocam mais pressão para que o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi tome atitudes, já que ele foi indicado como um czar anticorrupção no início deste ano.
No final de semana, a Comissão Europeia discutiu a questão da corrupção como um problema que prejudica o investimento e a recuperação econômica na Itália, que está na posição 69 do ranking do nível de percepção de corrupção no setor público da Transparência Internacional, atrás de Montenegro e à frente do Kuwait. Fonte: Associated Press..