Jornal Estado de Minas

Junta militar da Tailândia anuncia eleições dentro de 15 meses

AFP

O chefe da junta militar que tomou o poder na Tailândia anunciou nesta sexta-feira que prevê eleições dentro de 15 meses.

Em uma mensagem transmitida pela televisão, o general Prayut Chan-O-Cha disse que é necessário um período de um ano e três meses para realizar eleições no país e poder aplicar as reformas políticas.

O general revelou que na primeira fase, de três meses, será promovida a "reconciliação" do país, antes da nomeação de um executivo e da redação de um projeto de constituição, na segunda fase, que exigirá um ano.

A partir de então haverá eleições.

O novo regime dissolveu no sábado passado o Senado, que permanecia em funções, apesar da suspensão da Constituição, e transferiu o poder legislativo a Prayut Chan-O-Cha, que assumiu o controle do governo após sete meses de crise política, período que registrou 28 mortes.

A junta prendeu temporariamente vários políticos, entre eles a ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin Shinawatra, ex-chefe de Governo destituído por um golpe de Estado em 2006.

O chefe da junta militar também recebeu, na segunda-feira, a aprovação do rei e ameaçou reprimir a oposição.

Os Estados Unidos rejeitaram o projeto da junta tailandesa estimando que um calendário de 15 meses é muito longo.

A porta-voz do departamento de Estado, Jennifer Psaki, destacou que "não há razões para que (as eleições) não possam ser organizadas a curto prazo".

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