A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira um pacote de sanções contra autoridades da Venezuela por supostas violações de direitos humanos durante as recentes manifestações contra o governo.
As medidas, aprovadas sem oposição, determinam que o governo americano estabeleça uma lista de autoridades venezuelanas que terão seu ingresso no país vetado e sofrerão o congelamento de eventuais ativos em solo americano.
O texto já havia sido aprovado por unanimidade na Comissão de Relações Exteriores, e foi defendido por deputados democratas e republicanos.
Um texto semelhante, que também determina sanções contra altos funcionários do país, foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores do Senado, e ainda será votado.
Caso os dois textos aprovados sejam diferentes, deverão ser submetidos a uma comissão que unificará as propostas.
Ao apresentar o projeto, a deputada republicana Ileana Ros-Lehtinen afirmou que é necessário "condenar os abusos contra os direitos humanos na Venezuela e responder os gritos dos venezuelanos".
A legisladora afirmou que as tentativas de acabar com a crise "não têm dado resultados, não geraram ações, não houve concessões, e os inocentes ainda estão presos".
De acordo com deputado democrata Joaquín Castro, "não há um mecanismo nesta lei que possa afetar negativamente aos venezuelanos comuns".
O parlamentar ainda destacou a grande flexibilidade que o pacote fornece ao presidente Barack Obama, ressaltando que as sanções podem ser suspensas "a qualquer momento".
Apesar do apoio legislativo, o Departamento de Estado já deixou claro em várias oportunidades que considera a medida "uma opção", mas que a prioridade é incentivar o diálogo entre os dois lados na Venezuela.
Os protestos na Venezuela começaram no início de fevereiro e se espalharam por todo o país, com críticas à insegurança, à escassez de produtos básicos e à inflação galopante.
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