Os Estados Unidos, aliados militares da Tailândia, consideraram que a lei marcial imposta nesta terça-feira pelo Exército tailandês não pode ser considerada golpe de Estado, já que está prevista na Constituição do país asiático, comunicou o governo norte-americano.
A porta-voz do Departamento de Estado, Jennifer Psaki, recomendou, entretanto, que os militares tailandeses, que mobilizaram suas tropas em Bangcoc e censuraram os meios de comunicação, respeitem as instituições democráticas do reino.
"A declaração da lei marcial é autorizada pela Constituição tailandesa", disse a porta-voz ao ser questionada sobre a posição de Washington em relação aos acontecimentos em curso em Bangcoc, após meses de distúrbios.
"O Exército (tailandês) declarou publicamente que esta seria uma medida temporária.
A diplomata pediu às autoridades tailandesas que "protejam as liberdades públicas, a liberdade de expressão e de imprensa" e afirmou que seu governo está "em constante comunicação com as forças armadas (da Tailândia) e com o governo de Bangcoc, após a imposição da lei marcial".
Psaki também pediu o diálogo entre as partes, com o objetivo de colocar fim à crise política e às manifestações contra o governo, que deixaram em 28 mortos.
O primeiro-ministro interino da Tailândia, Niwattumrong Boonsongpaisan, convocou o Exército a atuar "com respeito à Constituição". Seu governo não havia sido informado pelos militares de que eles declarariam a lei marcial.
Boonsongpaisan propôs a convocação de eleições legislativas para o dia 3 de agosto.
A oposição exige nas ruas a saída do governo, se necessário com o uso da força.
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