De acordo com uma nota do executivo comunitário, “a Comissão Europeia está determinada a ajudar a Ucrânia e a assegurar que o país tem todo o apoio necessário, no curto e longo prazo, para levar a cabo as reformas políticas e econômicas necessárias, com o objetivo comum de uma Ucrânia democrática, independente e próspera”, sendo esse “o principal assunto da reunião”.
No final do encontro entre os executivos de Bruxelas e de Kiev, haverá uma conferência de imprensa conjunta de Durão Barroso e Iatseniuk.
Com a decisão do Conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, já são 61 as personalidades sujeitas a interdição de vistos e congelamento de bens, além de duas empresas que se beneficiaram com a anexação da Crimeia pela Rússia, em março passado.
A UE já aprovou uma linha de apoio de 1,4 bilhão de euros para ajudar a Ucrânia a enfrentar os problemas financeiros, além de negociar também a redução de tarifas aduaneiras para permitir ao país poupar cerca de 500 milhões de euros por ano.
Estas negociações aduaneiras são o primeiro passo para um acordo de comércio livre que deverá ser assinado por Bruxelas e Kiev ainda durante este ano.
O acordo é semelhante ao que o anterior presidente ucraniano, Victor Ianukóvitch, recusou em novembro, desencadeando a revolta popular, que terminou com a queda do seu governo.
Após a ascensão de um governo pró-europeu, o país tem sido palco de confrontos no Leste e no Sul, com os pró-russos pedindo a separação da Ucrânia, num processo que já levou à anexação da Península da Crimeia pela Rússia, condenada pela Europa e pelos Estados Unidos..