Cinco pessoas ficaram feridas em torno do Centro de Administração para a Paz e Ordem, que é a sede do comando de segurança do governo.
O tráfego ficou complicado ao redor de Bangkok quando os manifestantes marcharam até a Casa do Governo - principal escritório da primeira-ministra - e depois até o Parlamento, rodeados por repórteres de várias redes de televisão pública. Eles pediram que as estações de TV parem a transmissão de notícias do governo para divulgar os anúncios dos manifestantes.
O líder dos protestos Suthep Thaugsuban Suthep exigiu que os presidentes da Suprema Corte e do Senado e a Comissão Eleitoral, juntamente com outros órgãos estatais, trabalhem em conjunto para derrubar o atual governo. "Queremos que a mudança de governo seja suave. Mas se vocês não puderem fazê-la sem problemas no prazo de três dias, nós, o povo, iremos fazê-la à nossa própria maneira", afirmou.
A marchas de sexta-feira ocorrem dois dias depois de Yingluck ser destituída pelo Tribunal Constitucional do país por supostamente ter transferido um funcionário público ilegalmente para outro posto. Os apoiadores de Yingluck e muitos analistas avaliam que a decisão teve motivação política. A oposição quer instaurar um governo nomeado para supervisionar reformas no país antes que novas eleições sejam realizadas, um conceito criticado por muitos como antidemocrático.