Chung Hong-won admitiu também que existem “irregularidades e malfeitos na sociedade sul-coreana” que ele disse “esperar que sejam corrigidos para que acidentes como esse não ocorram novamente”.
A presidenta da Coreia do Sul, Park Geun-hye recebeu o pedido de demissão de Chung, mas disse que ele só deixará o cargo após o fim das buscas por sobreviventes da tragédia que ocorreu no último dia 16. Segundo o porta-voz da Presidência da República da Coreia, Min Kyung-wook, a presidenta Park aceitou a renúncia, mas considerou que concluir a operação de resgate é a questão mais importante no momento. A presidenta precisará reformular todo o seu gabinete após a saída do primeiro-ministro.
A decisão de Chung Hong-won de renunciar foi vista pela oposição no país como um ato de irresponsabilidade e covardia. Na opinião do líder oposicionista Ahn Cheol-soo ele estaria “abandonando a situação”. O primeiro-ministro já vinha sendo hostilizado por amigos e parentes das vítimas em suas aparições nas operações de busca.
A balsa de mais de 6 mil toneladas naufragou quando se dirigia para a ilha de veraneio de Jeju, a Oeste de Seul. Inicialmente 180 pessoas morreram e 110 continuam desaparecidas, sendo a maioria das vítimas estudante.