O soldado norte-americano Bradley Manning, condenado a 35 anos de prisão pelo vazamento de documentos secretos ao site WikiLeaks, será legalmente reconhecido como Chelsea Manning - segundo decisão da justiça emitida nesta quarta-feira. Manning cumpre sua pena na prisão de Fort Leavenworth, no estado norte-americano do Kansas, e deu entrada no pedido de mudança de nome depois que procedimentos da corte marcial revelaram o conflito de identidade sexual do soldado.
O juiz David King, do distrito de Leavenworth, garantiu o pedido de Manning "para mudar oficialmente seu nome de 'Bradley Edward Manning' para' Chelsea Elizabeth Manning'", disse comunicado divulgado pelos simpatizantes de Manning. No mesmo documento, Manning comemorou o resultado. "Tenho sido frequentemente perguntado porque estou mudando de nome. A resposta é simples: porque é um nome que se adequa de forma muito melhor e mais honesta à mulher que eu sempre fui - uma mulher chamada Chelsea", disse Manning.
Manning foi detido enquanto servia como analista de inteligência júnior em uma base americana perto de Bagdá, depois de enviar 700.000 documentos secretos ao site WikiLeaks, dirigido por Julian Assange. Condenado em agosto de 2013 a 35 anos de prisão, Manning entrou com um pedido de indulto - negado pela justiça marcial na semana passada.