Os investigadores foram até os escritórios da empresa e das afiliadas em busca de documentos e pistas sobre as condições de segurança da estrutura. Um dos principais focos das investigações é sobre a navegabilidade da balsa e a possibilidade de ela estar sobrecarregada durante o incidente.
Ontem, um partido de oposição sul-coreano divulgou dados do Registro Coreano de Navegação, que mostra que a balsa estava transportando 3,6 mil toneladas de carga, três vezes acima do máximo recomendado. A promotoria também averigua se a estrutura cumpria todas as exigências de segurança para a operação, já que as leis para o setor foram reformuladas no ano passado. Entre as novas medidas, estava a instalação de cabines adicionais para passageiros, e uma elevação do peso da embarcação em quase 240 toneladas.
O governo da Coreia do Sul afirma que as inspeções na balsa foram realizadas "de acordo os regulamentos" e cumprindo todas os requisitos de segurança. No entanto, as autoridades não têm certeza se o proprietário do navio fez as alterações adicionais exigidas na última vistoria.
O capitão da balsa, Lee Joon-seok, de 69 anos, e outros tripulantes foram detidos sob suspeita de negligência. Além disso, a família proprietária da embarcação está sendo investigada por possíveis irregularidades financeiras.
A operação de busca continuou nesta quarta-feira e o número oficial de mortos subiu para 146 vítimas. Outras 156 pessoas seguem desaparecidas.