Tatjana, membro do partido político que recentemente trocou seu nome para União Letã Russa, está sendo investigada por autoridades de segurança da Letônia por alegações de que trabalhava para minar o Estado letão em apoio à Rússia, disse Kristine Aspe-Krumina, porta-voz da agência de segurança da Letônia. A investigação foi iniciada depois de uma queixa formal feita por outro letão, Karlis Sadurskis, também membro do Parlamento Europeu.
Em entrevista concedida de Bruxelas, Tatjana disse que retornará à Letônia em 10 de abril para se submeter a questionamento. Ela caracterizou as alegações de Sadurskis como "completamente estúpidas". "Este homem só quer aumentar a sua popularidade." Sadurskis disse, em entrevista por telefone, ter enviado a queixa aos promotores do país com base em supostas atividades da Tatjana em conexão com a Sutj Vremenji, organização com sede na Rússia que, segundo ele, defende a restauração da União Soviética. "Se alguém quer renovar a União Soviética, é impossível fazê-lo sem destruir o Estado letão", afirmou, acrescentando que a parlamentar tem minado a Constituição e a independência da nação. "Há sinais claros de crime contra o Estado assim como de crimes contra a paz e a humanidade."
A parlamentar, cujo partido costumava se chamar Pelos Direitos Humanos em uma Letônia Unificada, foi observadora durante o referendo na Crimeia e disse ter participado de uma conferência do Sutj Vremenji (Essência do Tempo). Ela contestou a caracterização da organização como sendo a favor da restauração da União Soviética.