Jornal Estado de Minas

Ataque talibã ao ministério do Interior afegão mata seis policiais

AFP

Pelo menos seis policiais morreram nesta quarta-feira em Cabul quando um talibã detonou os explosivos presos ao corpo diante da entrada do ministério do Interior, a três dias do primeiro turno da eleição presidencial.

"O homem-bomba usava um uniforme militar", declarou à AFP o porta-voz do ministério, Sediq Sediqi.

Ele detonou os explosivos dentro de um edifício anexo, perto da entrada do ministério, e matou seis policiais.

"Ouvimos uma grande explosão procedente do ministério do Interior, depois recebemos a ordem de buscar refúgio em uma sala protegida como um bunker", declarou à AFP um funcionário da embaixada da Índia, que fica próxima da sede do ministério.

O ataque foi reivindicado no Twitter pelos talibãs, que executam ações de guerrilha no Afeganistão desde que foram expulsos do poder em 2001 por uma coalizão militar internacional liderada pelos Estados Unidos.

O atentado contra um dos locais mais bem protegidos da capital aconteceu durante a campanha eleitoral e a apenas três dias do primeiro turno presidencial.

A campanha eleitoral foi marcada por vários atos de violência dos talibãs, que ameaçaram atrapalhar o processo.

A eleição vai designar o sucessor de Hamid Karzai, o único presidente do país desde a queda dos talibãs e que, segundo a Constituição, não pode disputar um novo mandato.

A votação é considerada um teste sobre a estabilidade do Afeganistão e a solidez de suas instituições antes da retirada, até o fim do ano, das forças da Otan.

Entre os favoritos das eleições estão Zalmai Rasul, ex-ministro das Relações Exteriores, Ashraf Ghani, um economista de grande reputação, e Abdullah Abdullah, líder da oposição que ficou em segundo lugar na votação de 2009.

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