Jornal Estado de Minas

Deputada opositora lutará contra ofensiva judicial na Venezuela

AFP

A deputada opositora venezuelana Maria Corina Machado disse nesta quinta-feira, em Washington, que exercerá seus "direitos e deveres" em seu país diante da tentativa de despojá-la de sua imunidade parlamentar, após ser acusada de homicídio nos recentes protestos na Venezuela.

Machado, que falará nesta sexta-feira ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), revelou que retornará neste final de semana à Venezuela.

"Obviamente, como se diz em Caracas, o que me espera é a prisão (...).

É o que têm ameaçado, mas sei bem quais são os meus direitos e os meus deveres", afirmou a parlamentaria durante entrevista em Washington.

"Devemos manter firme e claro nosso direito de protestar, de exercer o direito à dissidência", assinalou Machado, reafirmando seu "absoluto rigor em relação ao cumprimento da Constituição e das leis venezuelanas".

Na terça-feira, a maioria chavista da Assembleia Nacional aprovou um pedido de investigação da Procuradoria contra Machado, acusada de promover a violência na onda de protestos que já deixou 31 mortos e mais de 400 feridos na Venezuela.

A parlamentar foi convidada pelo Panamá a ocupar sua cadeira e discursar na reunião do Conselho Permanente da OEA.

"É um evento histórico, estou profundamente agradecida" ao Panamá, disse Machado.

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