O referendo "foi plenamente conforme aos princípios do direito internacional e à Carta da ONU, e levou em conta especialmente o precedente de Kosovo", província sérvia de maioria albanesa que se tornou independente com a ajuda do Ocidente, declarou Putin, segundo o Kremlin.
"Os moradores da península (da Crimeia) tiveram a garantia de poder expressar livremente sua vontade", acrescentou Putin a respeito do referendo criticado pelos ocidentais.
"Vladimir Putin falou sobre a incapacidade e a falta de vontade de Kiev no que diz respeito à repressão de grupos ultra-nacionalistas e radicais que desestabilizam a situação e aterrorizam a população", informou o governo de Moscou.
Putin também declarou ao presidente americano que qualquer missão de monitoramento da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na Ucrânia deve cobrir "todas as regiões da Ucrânia", e não apenas a Crimeia. Mas os dois líderes concordaram que, "apesar das divergências (...), é necessário buscar em conjunto formas de estabilizar a situação na Ucrânia", acrescentou o Kremlin.
Putin e Obama concordam que "apesar das diferenças de interpretação, é necessário buscar juntos maneiras de estabilizar a situação na Ucrânia", disse o Kremlin, ressaltando que a conversa telefônica ocorreu por iniciativa do presidente norte-americano..