A Igreja Católica e chanceleres de países sul-americanos poderiam mediar uma solução da crise na Venezuela, sugeriu nesta segunda-feita o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.
Insulza, que está no Chile para a cerimônia de posse de Michelle Bachelet, assegurou que o fim dos protestos contra o governo venezuelano precisa passar pelo diálogo e pela mediação.
"A Igreja pode ser (mediadora), ou outro organismo internacional.
Segundo o diplomata, o país vive uma "crise de confiança", na qual governo e oposição não se reconhecem como interlocutores válidos para chegar a acordos. Por isso, defendeu, é preciso mais tolerância de ambos os lados.
Aproveitando o evento em Santiago, chanceleres dos países-membros da União Sul-Americana de Nações (Unasul) marcaram uma reunião na quarta para tratar da situação na Venezuela.
O encontro ocorre quatros dias depois de a OEA, reunida a pedido do Panamá, aprovar uma declaração em "solidariedade" ao diálogo na Venezuela. Estados Unidos, Panamá e Canadá discordaram do texto, por não incluir garantias para a oposição em eventuais negociações.
As manifestações começaram há cerca de um mês em San Cristóbal e, rapidamente, espalharam-se por todo o país, protestando contra a insegurança, a inflação e a escassez de alimentos.
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