O Japão foi criticado por vizinhos asiáticos por criar um grupo para verificar a veracidade de entrevistas conduzidas há mais de 20 anos com mulheres que disseram atuar como escravas sexuais dos soldados japoneses antes e durante a guerra. Historiadores apontaram que milhares de mulheres foram escravas sexuais no Japão. Alguns nacionalistas japoneses defendem, entretanto, que as mulheres que trabalhavam em bordéis durante a guerra o faziam voluntariamente, não sob escravidão.
O secretário-chefe de gabinete do Japão, Yoshihide Suga, disse a repórteres que o governo não tinha planos de mudar seu pedido oficial de desculpas, chamado de declaração de Kono, porque Yohei Kono, porta-voz do governo à época, o publicou. "Nós não estamos pensando em mudar a declaração de Kono", assegurou Suga. Todavia ele disse que o governo continuará revisando evidências que sustentam as desculpas. O representante não disse o que o governo japonês faria se surgisse algum fato que desmentisse as alegações de escravidão.
A percepção de um Japão mais assertivo sob o comando do primeiro-ministro Shinzo Abe, que assumiu o governo no ano passado, despertou tensões com a China e a Coreia do Sul. Nos Estados Unidos, a porta-voz do Departamento de Estado Jen Psaki saudou a declaração da administração Abe de que não mudaria o pedido de desculpas.