Os socialistas europeus indicaram o alemão Martin Schulz como candidato à presidência da Comissão Europeia, neste sábado, ao lançarem a campanha das eleições europeias, onde pretendem alcançar uma mudança de rumo para o continente em crise.
O atual presidente do parlamento europeu foi investido com uma ampla maioria de 368 votos a favor, de um total de 404, durante o 10º Congresso do Partido Socialista Europeu, em Roma, onde participaram 800 delegados, entre eles todos os chefes de governo socialistas da União Europeia.
"Minha primeira prioridade como presidente da Comissão será o emprego", declarou Schulz após ter a candidatura aprovada.
"Quero reduzir a diferença entre ricos e pobres, entre países grandes e pequenos", acrescentou o alemão, recordado suas origens de "livreiro e prefeito de uma cidade pequena, nascido numa família modesta".
O candidato Schulz é conhecido por sua tenacidade, diferentemente do atual presidente da Comissão, o português José Manuel Durão Barroso.
"Temos que falar de forma clara, para que o povo nos entenda", disse.
A extrema direita e os eurocéticos o odeiam. "Tem a cara de Lênin e fala como Hitler", disse, certa vez, o ex-líder da ultra-direita francesa, Jean-Marie Le Pen.
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