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Estado de Minas

Chinesa Dongfeng e Estado francês resgatam Peugeot Citroen


postado em 19/02/2014 16:16

O fabricante de carros francês PSA Peugeot Citroen espera ter assegurado seu futuro com a entrada em seu capital do Estado francês e da chinesa Dongfeng, embora a situação continue sendo difícil como demonstram as perdas líquidas de 2,3 bilhões de euros em 2013 anunciadas nesta quarta-feira.

O número um francês do automobilismo oficializou nesta quarta-feira que deixou de ser uma empresa familiar.

Tanto o Estado francês como a Dongfeng, segunda fabricante chinesa, aportarão cada um, 800 milhões de euros na ampliação de capital lançada pela PSA de 3 bilhões.

Cada um contará com 14% do capital, o mesmo que a família Peugeot, acionista histórico do grupo que até agora controlava 25,4% do capital e 38,1% dos direitos de voto.

A operação foi aprovada na terça-feira "por unanimidade" pelo conselho da PSA, disse em um comunicado o presidente deste organismo, Thierry Peugeot.

- Nova página -

Reticente durante muito tempo a largar as rédeas do fabricante que conta com mais de dois séculos de existência, Thierry Peugeot comemorou uma "nova página da história da PSA Peugeot Citroen", que vai reforçar "sua solidez financeira ao mesmo tempo em que abre perspectivas de desenvolvimento ambiciosas".

Esta operação garante a "perenidade do grupo" e seu "crescimento futuro", afirmou.

O ministro francês da Economia, Pierre Moscovici, justificou nesta quarta-feira o "investimento prudente e estratégico" do Estado e lembrou o compromisso da PSA para que "nenhuma fábrica seja fechada" na França.

O acordo final será assinado em março durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, à França.

Com a entrada do número dois chinês do automóvel em seu capital, o fabricante francês espera reforçar sua posição na China, onde espera triplicar, até 2020, o volume de produção da DPCA, a empresa conjunta que criou com a Dongfeng, assim como no sudeste asiático.

A entrada do Estado e da Dongfeng em seu capital ajudará a reforçar a posição da PSA na Europa com ajuda de um "programa de investimentos estratégicos" e consolidar seu balanço e sua liquidez.

Atingida há dois anos por uma profunda crise devido a sua forte dependência do mercado europeu, a PSA Peugeot Citroen está longe de ter superado seus problemas.

Embora, no ano passado, tenha conseguido reduzir à metade suas perdas líquidas, o abismo se elevou à 2,3 bilhões de euros, frente aos 5 bilhões de 2012.

Essas mudanças também envolvem um novo dirigente. O ex-número dois da Renault, o português Carlos Tavares, que se incorporou à direção da PSA dia 1º de janeiro, substituirá Philippe Varin dia 31 de março, embora assuma já nesta quinta-feira a responsabilidade das operações do fabricante.

A filial do fabricante francês Banco PSA Finance também vai se associar com o Santander Consumer Finance, filial de crédito ao consumo do espanhol Santander, primeiro grupo bancário da Europa em termos de capitalização bancária.

Este acordo poderia injetar até 1,5 bilhão de euros na casa matriz até 2018, segundo a PSA.

Também evitará que o Banco PSA Finance recorra ao fundo de garantia do Estado francês para aprovar o financiamento de suas atividades. O Estado saiu em ajuda, no outono de 2012, do Banco PSA Finance, no pior momento de sua crise, com um garantia de 7 bilhões de euros.

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