Manifestantes opositores e partidários do governo se reuniram neste sábado em distintas praças de Caracas e outras cidades venezuelanas no décimo segundo dia de protestos que deixaram três mortos em distúrbios registrados na quarta-feira.
Vestidos de branco em sua maioria e com bandeiras da Venezuela, cerca de 3.000 opositores em sua maioria estudantes protestaram em Mercedes, uma zona comercial de luxo do leste de Caracas, lotando uma praça e as avenidas próximas.
"Antes não saíamos às ruas por causa da insegurança, agora saímos para protestar e nos matam.
No centro de Caracas, milhares de simpatizantes do governo, em sua maioria vestidos de vermelho, ganharam várias praças ao ritmo de tambores enquanto alguns dançavam e outros faziam exercícios aeróbicos.
O protesto governista, com enormes bandeiras nacionais e imagens do herói nacional Simón Bolívar e do presidente Hugo Chávez, foi convocado "pela paz e contra o fascismo".
O presidente Nicolás Maduro denunciou que os protestos opositores constituem um "golpe de Estado em desenvolvimento" contra seu governo e alertou que usou a força policial para impedir manifestações que não estejam autorizadas e bloqueios das ruas.
Desde o começo de fevereiro, Caracas e outras cidades da Venezuela são cenário de protestos de estudantes e opositores do governo para denunciar a insegurança, a inflação e a escassez de produtos.
Na quarta-feira, Dia da Juventude, aconteceram as maiores mobilizações, mas após os protestos, se desencadearam confrontos de rua que deixaram três mortos, mais de 60 feridos e uma centena de detidos.
Na noite de quinta-feira, manifestantes foram dispersados por guardas nacionais com gases lacrimogêneos e jatos de água depois de bloquearem duas movimentadas avenidas.
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