"Não há razão legal pela qual o restante do Reino Unido tenha que compartilhar sua divisa com a Escócia", disse Osborne em Edimburgo.
Em 18 de setembro os escoceses decidirão em um referendo se ficam no Reino Unido ou optam pela independência, como desejam o governo regional de Alex Salmond e o Partido Nacional Escocês (SNP).
Em seus planos para uma Escócia independente, mencionados no livro branco "O futuro da Escócia", os nacionalistas afirmam que poderão conservar a libra e Elizabeth II como rainha, argumentando, no primeiro caso, que o Banco da Inglaterra é de todos os britânicos e que ficariam com a parte da dívida britânica que lhes corresponderia.
Mas o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, já advertiu que isto não seria possível sem a perda de soberania - no momento de elaborar o orçamento, por exemplo -, como acontece com o euro. "A independência é um experimento de alto risco que não funcionaria em absoluto", disse o ministro das Finanças do governo do primeiro-ministro conservador David Cameron.
"Os nacionalistas são como a parte irada de um divórcio confuso. Mas a libra não é algo que possa ser dividido entre dois países após uma ruptura, como se fosse uma coleção de CD", comparou Osborne. Os três principais partidos britânicos - conservadores, trabalhistas e liberais - são contrários à independência da Escócia.
Tradicionalmente os separatistas eram minoritários, mas a diferença cai à medida que se aproxima o referendo. Uma pesquisa divulgada no fim de janeiro pelo jornal The Scotsman revela que 37% dos eleitores defendem a independência e 44% são contrários, com 19% de indecisos, o que significa um avanço de 5% dos separatistas desde setembro..