Jornal Estado de Minas

OGX de Eike Batista pede recuperação judicial contra quebra

AFP

A companhia de petróleo OGX, do empresário Eike Batista, recorreu na tarde desta quarta-feira à proteção judicial contra a quebra, confirmou à AFP uma porta-voz do Tribunal de Justiça do Rio.

"A empresa apresentou esta tarde seu pedido de proteção judicial", informou a porta-voz, em uma decisão que já era esperada pelos mercados como o cenário mais possível para a empresa, fortemente endividada e que não conseguia honrar suas dívidas.

Representantes da empresa foram procurados pela AFP, mas não responderam às solicitações de contato.

A OGX anunciou na madrugada de terça-feira o fracasso das negociações com seus credores internacionais, aos quais tinha deixado de pagar no dia 1º de outubro juros equivalentes a 45 milhões de dólares.

A OGX tinha 30 dias para tentar uma negociação.

Se o pedido de recuperação judicial for acolhido, todos os processos judiciais e dívidas da companhia ficarão suspensos por 180 dias.

A empresa tem 60 dias para apresentar um plano de reestruturação e os credores, por sua vez, têm 30 dias para se manifestar. Depois, eles se reunirão em uma assembleia para votar se aceitam ou não o plano.

O processo pode durar seis meses.

O pedido de recuperação judicial implica a suspensão imediata da negociação de ações da empresa na Bolsa de São Paulo, onde os papéis da OGX continuaram em queda livre durante o dia, em baixa de 26,09%, cotadas a uma nova mínima histórica de 0,17 real à tarde.

A Bolsa deve receber um anúncio oficial antes do encerramento do pregão.