O presidente russo, Vladimir Putin, superou o colega americano, Barack Obama, como o homem mais poderoso do mundo no ranking 2013 da revista Forbes, que tem o papa Francisco em quarto lugar.
A Forbes justifica a decisão de situar Putin como o novo homem forte do mundo porque ele "continua solidificando seu controle sobre a Rússia e o cenário internacional", enquanto Obama perde espaço em seu segundo mandato na Casa Branca.
"O período de Obama de 'pato manco' parece ter chegado antes do que o previsto para um presidente de dois mandatos. Último exemplo: o caos da paralisação do governo", afirma a revista.
"Qualquer um que observe a partida de xadrez este ano sobre a Síria e os vazamentos da espionagem da NSA (Agência Nacional de Segurança) tem uma ideia clara da dinâmica de mudança de poder individual", completa.
A lista tem o presidente chinês Xi Jinping em terceiro lugar, seguido pelo papa Francisco e pela chanceler alemã Angela Merkel.
O filantropo e fundador da Microsoft Bill Gates, ocupa o sexto lugar, seguido pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) Ben Bernanke e pelo rei Abdullah da Arábia Saudita (8º).
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, aparece na 20ª posição, duas posições abaixo do resultado do ano passado.
Mas o latino-americano em melhor posição é o magnata mexicano das telecomunicações Carlos Slim, o 12º mais poderoso do mundo, segundo a Forbes.
Outros dois mexicanos aparecem na lista: o presidente Enrique Peña Nieto (37º) e chefe do cartel de Sinaola, o narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzmán, considerado o criminoso mais poderoso do mundo, na 67ª posição.
A revista americana levou em consideração quatro fatores para selecionar 72 pessoas: sobre quantas pessoas exercem poder; os recursos financeiros sob seu controle; se têm influência em mais de uma esfera; e como utilizam de maneira ativa seu poder para mudar o mundo.
Esta é a primeira vez que Putin lidera o ranking da Forbes, criado em 2009, e a segunda oportunidade em que Obama perde a primeira posição: em 2010 ele foi superado pelo então presidente chinês Hu Jintao.
