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Estado de Minas

Kerry condena sequestro do premier líbio e reforça ajuda dos EUA


postado em 10/10/2013 18:40

O secretário de Estado americano, John Kerry, classificou nesta quinta-feira de ato de "brutalidade" o sequestro do primeiro-ministro líbio, Ali Zeidan, e afirmou que os Estados Unidos continuarão colaborando com Trípoli para garantir a segurança interna.

"Os líbios não colocaram sua vida em jogo durante a revolução de 2011 (que levou à queda do regime de Muamar Khadafi) para tolerar um retorno à brutalidade", declarou Kerry, em nota divulgada nesta quinta.

"Os fatos que ocorreram hoje (quinta) apenas ressaltam a necessidade de colaborar com o primeiro-ministro e com todos os amigos e aliados da Líbia para ajudá-los a reforçar rapidamente suas capacidades" de defesa, acrescentou Kerry.

Ali Zeidan foi sequestrado hoje pela manhã por um grupo de uma brigada de ex-rebeldes. O premier foi solto oito horas depois.

O sequestro aconteceu cinco dias depois da captura do cidadão líbio Abu Anas al-Libi em uma ação das forças especiais americanas em plena capital Trípoli. Segundo os Estados Unidos, Libi pertence à rede Al-Qaeda. O governo líbio denunciou a operação como um sequestro.

Na terça, o Congresso Nacional Geral líbio, a mais alta autoridade política do país, pediu aos Estados Unidos que devolvam Libi e exigiu explicações da embaixadora americana na Líbia, Deborah Jones.

O governo Obama justificou a operação no âmbito da Autorização para Uso da Força Militar, concedida pelo Congresso americano em 2001. A legislação permite ao presidente empregar a força contra qualquer nação, grupo, ou pessoa envolvida nos ataques do 11 de Setembro.

Funcionários americanos se negaram a comentar nesta quinta se a captura de Libi tem ligação com o sequestro do primeiro-ministro. Libi está detido em um navio americano no Mediterrâneo.

A porta-voz-adjunta do Departamento de Estado, Marie Harf, disse que os Estados Unidos ainda estão tentando determinar o que aconteceu exatamente e as motivações do sequestro do premier.

Harf justificou a captura de Libi, alegando que esses "terroristas... não eram uma ameaça apenas para os Estados Unidos, mas também para a população líbia e para o governo da Líbia".


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