Segundo os autores do estudo, citados pela Agência EFE, a riqueza e o maior gasto sanitário estão associados tanto a uma maior incidência de câncer, quanto à menor mortalidade pela doença. O trabalho está publicado na revista científica especializada Annals of Oncology.
Um dos autores, o oncologista espanhol Felipe Ades, destacou que quanto mais dinheiro se destina à saúde, menor é o número de mortes após o diagnóstico de um câncer e que essa relação é “mais evidente” no caso do câncer de mama.
Os investigadores também observaram que, apesar de todas as iniciativas para harmonizar as políticas sanitárias públicas, há uma “diferença significativa” entre o gasto sanitário e a incidência de câncer nos 27 estados da União Europeia, que é ainda mais clara entre os países europeus orientais e ocidentais.
O estudo analisa os motivos da maior incidência da doença nos países da Europa Ocidental, mas sugere que este fato se deve em parte à existência de maior número de programas de triagem, que permitem detectar casos de câncer nas fases mais precoces e mais tratáveis terapeuticamente.