(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Supremo abre porta para novo julgamento por corrupção do círculo de Lula


postado em 18/09/2013 19:46

O Supremo Tribunal Federal aceitou nesta quarta-feira os recursos de políticos, empresários e líderes do PT condenados em dezembro por corrupção, o que permite um novo julgamento que pode reduzir suas penas.

Por seis votos a cinco, os juízes decidiram que 12 dos 25 condenados em dezembro passado têm direito a um novo julgamento.

A lista inclui os principais condenados do círculo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva envolvidos em um escândalo que fez balançar o governo petista em 2005.

Entre os beneficiados pela decisão está José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil de Lula, que poderá ver sua pena de dez anos e dez meses ser reduzida em um novo julgamento, se livrando da prisão em regime fechado.

A medida também beneficia o ex-presidente do PT José Genoíno, o publicitário Marcos Valério, considerado o "operador" do "mensalão" e condenado a 40 anos e dois meses de prisão, e Delubio Soares, ex-tesoureiro do PT.

O Supremo sofreu esta semana fortes pressões contra a reabertura do maior julgamento de políticos na história do Brasil.

"Neste país só vai para a prisão ladrão de galinha", ou "Supremo Tribunal, vergonha nacional", indicavam cartazes colocados por manifestantes diante do prédio do máximo tribunal brasileiro, que reforçou a segurança.

Os juízes haviam negado a maioria dos recursos ordinários apresentados pelos condenados, o que levou a crer que o processo, iniciado em 2007, terminaria na semana passada, com a decretação das prisões.

Mas a decisão fechada nesta terça-feira permite a revisão dos casos nos quais quatro dos onze juízes votaram a favor do condenado.

O Supremo condenou em dezembro passado 25 empresários e políticos por envolvimento em um esquema de corrupção política para cooptar votos no Congresso, que ficou conhecido como "mensalão".

Na quinta-feira passada, cinco juízes votaram a favor de aceitar os recursos e outros cinco, contra, o que deixou a decisão nas mãos do juiz Celso de Mello, que nesta quarta-feira aprovou a validade dos chamados "embargos infringentes".


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)