Durante os conflitos sectários entre 2004 e 2008, sunitas em Basra eram alvo frequente de ataques. Os crimes na cidade portuária do sul do país devem elevar os temores de que o Iraque pode cair num ciclo de violência que deixou milhares de mortos.
Ações coordenadas de explosões de carros-bomba assumidas ou supostamente realizadas pelo braço local da Al-Qaeda deixaram centenas de civis xiitas mortos desde abril em mesquitas, mercados e em outros locais.
Abdul-Karim al-Khazrachi, que chefia uma organização sunita que supervisiona locais sagrados na cidade, disse em comunicado emitido na noite de segunda-feira que a seita decidiu fechar suas mesquitas em razão da "grave deterioração da segurança e da continuidade dos assassinatos sectários".
Khazrachi disse à Associated Press, por meio de entrevista telefônica de Bagdá, que os assassinatos foram precedidos por ameaças, cartas com balas de revólver em envelopes e mensagens de texto, que prometiam uma vingança pelos ataques insurgentes contra xiitas em todo o Iraque. As cartas exigiam que os sunitas deixassem a província.
Bagdá
Na capital iraquiana, uma explosão aconteceu no subúrbio de Husseiniya no final de semana, matando cinco pessoas e ferindo 14. Pouco antes do pôr-do-sol outra bomba explodiu nas proximidades de uma casa de sucos no centro de Bagdá, matando três e ferindo 21.
Outras duas pessoas morreram após a explosão de um carro-bomba perto de um restaurante, também no centro. No oeste da capital, a detonação de duas bombas matou seis pessoas e 20 ficaram feridas. Outras duas explosões numa rua comercial no sudeste da capital mataram duas pessoas e 77 ficaram feridas.
Em Faluja, forças de segurança impediram um ataque a uma delegacia de polícia, matando quatro dos invasores. Dois policiais também foram mortos.
Em Mosul, ao norte, homens armados pararam um micro-ônibus que levava soldados para sua base. Seis foram mortos com tiros na cabeça, informou a polícia. Fonte: Associated Press.