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Estado de Minas

Maduro felicita Cartes e defende retorno imediato do Paraguai ao Mercosul


postado em 15/08/2013 17:34

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, parabenizou o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, mesmo sem ter sido convidado para a posse do novo mandatário, e expressou seu desejo de um retorno imediato desse país ao Mercosul, em uma carta a qual a AFP teve acesso com exclusividade.

"Quero enviar minhas sinceras felicitações no dia de sua posse (...) com a esperança de que com ela tenha início uma nova etapa da democracia paraguaia", escreveu Maduro.

O presidente venezuelano disse a Cartes que, no exercício da presidência temporária do Mercosul, fará tudo o que estiver ao seu alcance para o "retorno em breve do Paraguai como membro pleno deste organismo".

"Eu sigo o caminho indicado pelo Comandante Eterno, Hugo Chávez, que sempre insistiu que podemos aprender a conviver com nossas diferenças, aceitando-as e processando-as, mas tendo claro que o rumo comum da América do Sul deve ser o da unidade, a unidade deve prevalecer acima de tudo", disse na carta.

Maduro afirmou ter esperança de que "sejam abertos também os caminhos para retomar as relações" com base no "respeito mútuo, solidariedade e a cooperação" entre ambos os países, sem embaixadores desde junho de 2012, devido à crise política que gerou a destituição do então presidente esquerdista Fernando Lugo.

O presidente reiterou a disposição de seu governo de "ter as melhores relações" com o Paraguai, o que "passa necessariamente por restabelecê-las, superando os problemas gerados como produto do golpe de Estado de 21 de junho de 2012".

A destituição de Lugo levou o Paraguai a ser suspenso temporariamente dos blocos regionais Mercosul e Unasul. Equador, Argentina, Brasil, Uruguai, Bolívia e Venezuela retiraram então seus embaixadores em Assunção e não reconheceram o governo de Federico Franco.

O "Paraguai é parte fundamental da grande família sul-americana e considero absolutamente necessária sua reincorporação tanto ao Mercorsul como à Unasul", destacou o presidente venezuelano.

Poucos dias depois de Maduro assumir a presidência rotativa do Mercosul, Cartes, na época presidente eleito, reiterou sua rejeição ao retorno do país ao Mercosul por considerar que a entrada da Venezuela no bloco não cumpria as normas legais.

Em sua carta, Maduro manifestou a Cartes sua preocupação sobre "como foi retomada no Paraguai a feroz campanha midiática contra a Pátria de Bolívar" com o objetivo de impedir a aproximação dos países e uma solução política para os problemas.

"Quero denunciar os interesses extra-regionais que buscam nossa divisão e, com ela, a destruição do Mercosul e da Unasul", disse Maduro.

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