Jornal Estado de Minas

Egito: julgamento de lideranças da Irmandade Muçulmana começa em 25 de agosto

AFP

A justiça do Egito marcou para 25 de agosto a abertura do processo contra seis dirigentes da Irmandade Muçulmana, entre eles o guia supremo Mohamed Badie e seus dois adjuntos, Khairat al-Chater e Rachad Bayoumi, informou neste domingo a agência oficial Mena.

Badie, que está foragido, e seus dois adjuntos, que estão presos, devem responder pela acusação de "incitação ao assassinato", enquanto os três outros membros do movimento islamita são acusados de "assassinato", segundo a agência Mena.

Eles responderão ao processo depois que oito manifestantes foram mortos enquanto tentavam atacar a sede da Irmandade em 30 de junho, no Cairo, três dias após a deposição do presidente Mohamed Mursi pelo Exército.

A justiça emitiu em julho mandados de prisão contra cerca de 300 membros da confraria, mas Badie continua foragido.

Chater e Mayoumi foram presos no início de julho e cumprem prisão preventiva no presídio de Tora, subúrbio do Cairo, onde também está preso o ex-presidente e antecessor de Mursi, Hosni Mubarak, deposto por uma revolta popular em 2011.

Mursi está detido pelo Exército num local secreto desde sua queda, em 3 de julho, e responde a um pedido de prisão preventiva por ter fugido da penitenciária de Wadi Natrun durante os levantes do início de 2011.