Analistas apontam um descontentamento generalizado na comunidade sunita, minoria no Iraque, e o fracasso das autoridades xiitas em resolver suas queixas como os principais fatores que impulsionam o aumento da violência.
Em um único incidente na quinta-feira, homens armados mataram 11 policiais encarregados de proteger a infraestrutura petrolífera do país e três soldados na estrada entre Haditha e Baiji, a noroeste da capital iraquiana.
Em outro ataque, um carro-bomba explodiu em um funeral, onde membros da família de um homem xiita estavam recebendo condolências em Muqdadiyah, a nordeste de Bagdá. Em seguida, um homem-bomba detonou explosivos quando a equipe de emergência chegou. As explosões mataram um total de 10 pessoas e feriram 22.
Um carro-bomba perto de um salão religioso xiita perto de Dujail ao norte de Bagdá, matou nove pessoas e feriu 21.
Muitas pessoas se reúnem em lugares de culto à noite, durante o mês sagrado do Ramadã, que começou no início desta semana.
Militantes sunitas, incluindo aqueles ligados à Al-Qaeda frequentemente visam atingir membros da maioria xiita do Iraque, que consideram como apóstatas.
O Iraque foi assolada pela violência sectária que matou dezenas de milhares de pessoas nos últimos anos e há temores persistentes de que as tensões novamente levem a um conflito generalizado.
As forças de segurança também são frequentemente alvos de ataques.
A violência no Iraque diminuiu desde o seu pico, no auge do conflito sectário, em 2006 e 2007, mas o número de mortes em ataques têm aumentado desde o início de 2013.