Dois atentados cometidos contra xiitas deixaram pelo menos 33 mortos nesta segunda-feira à noite na instável província de Diyala, no norte de Bagdá, anunciaram autoridades locais.
Em Mouqdadiyah, um suicida se detonou durante o funeral de um xiita, segundo um coronel da polícia. O atentado, que aconteceu por volta das 22h (16h de Brasília), deixou pelo menos 23 mortos, segundo fontes oficiais.
Ao mesmo tempo, em Bakuba, uma bomba explodiu em um café situado em um bairro majoritariamente xiita. Pelo menos dez pessoas morreram, segundo as mesmas fontes.
Mais cedo, em Mishahada, no norte de Bagdá, oito ex-membros da milícia sunita Sahwa, que luta contra a rede Al-Qaeda, foram sequestrados por homens armados vestidos com uniforme militar, antes de serem assassinados.
O Iraque experimenta um forte aumento da violência desde o início do ano. Mais de 2.500 pessoas morreram nos últimos três meses, segundo números da ONU divulgados nesta segunda-feira. Essa situação aumenta os temores de que el país, atualmente paralisado por uma crise política, mergulhe novamente em um conflito religioso aberto.
Há meses, o Iraque é sacudido por um movimento de protestos sunitas contra o premier xiita, Nuri al Maliki, pelas tensões entre o governo central e o Curdistão iraquiano, assim como por um bloqueio político que impede a aprovação de leis essenciais para o funcionamento do país.
Segundo a missão da ONU no Iraque, 761 pessoas perderam a vida, e outras 1.771 foram feridas no país em junho, elevando para 2.518 o número total de mortos nos últimos três meses.
Um balanço feito pela AFP indica que houve 1.527 mortes entre abril e junho, duas vezes mais do que nos primeiros três meses do ano. Já o governo iraquiano anunciou que foram 240 mortos no mês passado.
Segundo a ONU, a maioria das vítimas dos atentados de junho foi civil.