O prefeito direitista de 54 anos, que surge como como candidato opositor para as eleições presidenciais de 2015, afirmou que "está claro diante do que está acontecendo na Venezuela, que a ausência de meios de comunicação independentes afeta severamente a capacidade de apresentar alternativas por parte de outros candidatos".
Ele considerou que "o que acontece na Argentina não é muito diferente do que já aconteceu em outros países da América Latina". "É um governo (de Cristina Kirchner) que constrói um relato, o tempo passa, e o relato não coincide com a realidade, e então considera que a culpa do que acontece é daqueles que descrevem essa realidade, ou seja, os meios de comunicação independentes", disse Macri sobre as denúncias de falta de liberdade de imprensa na Argentina, onde os principais jornais são fortemente críticos em relação ao governo.
Em meados de maio, Macri assinou um decreto para a criação de um organismo judicial na capital argentina que "regule e proteja os direitos das empresas de comunicação e dos jornalistas de exercer sua profissão".
A iniciativa de Macri, transformada em projeto de lei e considerada inconstitucional por seus detratores, está sendo discutida nesta quinta-feira pela Legislatura da cidade de Buenos Aires para sua aprovação.
O projeto é mais um capítulo da disputa entre o conglomerado Clarín e o governo, que começou em 2009 com a aprovação de uma lei contra o monopólio dos meios de comunicação que ainda não pôde ser totalmente aplicada devido aos recursos apresentados pelo grupo na justiça.