Jornal Estado de Minas

Morre um dos homens mais gordos do mundo, pouco antes de cirurgia que poderia salvá-lo

Obeso que pesava cerca de 400 kg foi tema de documentário e seria submetido a uma redução de estômago, mas não houve tempo

  Documentário destaca o companheirismo do casal, que vivia na Ilha de Guam - Foto: TLC/Divulgação

 A história de um dos homens mais gordos do mundo, que vivia na Ilha de Guam, no Pacífico, teve fim trágico. Ricky Naputi, que pesava impressionantes 400 kg, comoveu os telespectadores norte-americanos porque seu drama pessoal, decorrente da obesidade mórbida, foi alvo de um documentário na rede de TV local TLC. A obra acaba de ir ao ar, porém o pernonagem central não chegou a vê-la: o homem morreu no último mês de novembro, com apenas 39 anos.

 

A morte de Naputi ocorreu no momento em que ele se preparava para fazer uma cirurgia de redução de estômago, que poderia salvá-lo. Porém, para viajar aos EUA, onde a cirurgia seria realizada, ele precisava emagrecer um pouco por conta própria, o que o fez entrar em uma dieta. Porém, não houve tempo: o filme, que deveria terminar com o ilhota livre da gordura, acabou com cenas da equipe de paramédicos chegando à sua casa e tentando reanimá-lo, em vão, por cerca de uma hora.

 Além da morte precoce, o documentário mostra outros dramas na vida de Naputi, que há anos vivia acamado, sem sair de casa. Diante das câmeras, ele declarou que gostaria de sentir o sol em seu rosto e voltar a ter a sensação da água escorrendo por seu corpo. Ele tomava banho na cama, com a ajuda da mulher, Cheryl.

 A relação matrimonial do casal é outro ponto que impressiona no filme. Os dois ficaram casados por dez anos e Cheryl sempre foi uma esposa dedicada, ajudando Naputi até para ir ao banheiro. Ela disse para os produtores do documentário que se sentia cuidando de um bebê supercrescido.