Três homens armados assassinaram neste sábado uma dirigente política do Movimento para a Justiça (PTI), partido do ex-astro do críquete Imran Khan, em Karachi, cidade portuária do sul do Paquistão, um dia antes da repetição das eleições parciais, anunciaram o PTI e a polícia.
Zohra Hussein, de 59 anos, vice-presidente da organização feminina do PTI para Sindh, província da qual Karachi é a capital, caiu na emboscada montada por três homens que a aguardavam na porta de sua casa, segundo as fontes.
Pouco depois do assassinato, Khan responsabilizou diretamente o Movimento Muttahida Qumi (MQM, que representa a maioria urdu) pelo crime, em especial o principal líder deste partido, Altaf Hussain, que vive no exílio em Londres.
"Responsabilizo diretamente Altaf Hussain pelo assassinato, já que tem ameaçado abertamente trabalhadores e líderes do PTI em programas de rádio", escreveu Khan em sua conta no Twitter, onde também definiu a execução de sua auxiliar como um "ato de terror".
Este assassinato ocorreu na véspera da celebração de uma nova votação por ordem da Comissão Eleitoral Paquistanesa em 43 dos 250 colégios eleitorais de Karachi, após receber informações sobre fraudes durante as legislativas de 11 de maio.
O MQM negou as acusações e anunciou que boicotaria a nova eleição.
Hussein "saía de casa quando três homens armados a atacaram. Pensou que queriam roubar sua bolsa e a deu, mas a mataram", declarou à AFP Firdus Shamim, dirigente local do PTI.
A polícia informou que os três agressores fugiram de moto após cometer o assassinato, na noite deste sábado.
"Mataram-na com um tiro perto do queixo, não sobreviveu", informou à AFP Nassir Aftab, oficial da polícia.
O assassinato não foi reivindicado.
As eleições da semana passada no Paquistão deram vitória ao ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, um conservador, 14 anos depois dele ter sido deposto por um golpe militar.
Durante a campanha, os talibãs mataram 150 pessoas.