A costureira identificada como Reshma, de 18 anos, salva dos escombros em Bangladesh, tornou-se um símbolo de esperança para um país marcado por desastres industriais e más condições de trabalho. "Gritei, mas ninguém me ouviu. Percebi ruídos, mas ninguém me ouviu", contou Reshma, finalmente resgatada pelos socorristas 17 dias depois.
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Sobrevivente é encontrada após 16 dias do desabamento em BangladeshNúmero de mortos no desabamento de Bangladesh chega a 1.006Após desastre, Bangladesh subirá salários mínimos de trabalhadores da indústria têxtilOs detalhes sobre o resgate e como ela sobreviveu por mais de duas semanas, no desabamento que deixou mais de mil mortos, ainda serão revelados. Os socorristas já anteciparam, porém, que a jovem aguentou por tanto tempo com comida seca e uma garrafa de água.
"Ela foi casada com um camponês quando tinha 16 anos, mas ele a abandonou", disse Zahidul. "Dois anos depois, ela veio para Dacca por sua conta e conseguiu um emprego. Pedimos a ela que se casasse de novo, mas ela disse que queria ajudar a manter a família", completou.
Zahidul, que é um vendedor ambulante, disse que Reshma ganhava de 50 a 60 dólares por mês, um pouco mais do que a média de 50 dólares recebida pelos trabalhadores do setor têxtil em Bangladesh.
"Ela fazia muitas horas extras todos os dias, assim podia mandar uma parte do dinheiro para a família todos os meses", comentou Zahidul, que desde o dia do desastre visita cada hospital e necrotério para "olhar cada cadáver que tiravam dos escombros" em busca da irmã.
"Então, nesta sexta, chegou a notícia de que uma mulher chamada Reshma foi encontrada viva. Sua sobrevivência é um milagre", comemorou. "Vi seu rosto quando a tiraram de lá. E ali estava, era minha irmã!", completou.