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Rebeldes abatem helicóptero no leste da SíriaCasa Branca está 'horrorizada' com execuções na SíriaEgito condena ataque aéreo israelense contra SíriaNo início de abril, o governo sírio pediu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Umidas (ONU) que inclua a Frente al-Nusra em sua lista de organizações ligadas à Al-Qaeda e que exerça pressão contra “os países que apoiam o terrorismo na Síria para que ponham fim a essas práticas ilegais”. Assad, sempre que pode, afirma que todos os opositores dele são terroristas. Na opinião de Bruce Riedel, ex-assessor de segurança de Barack Obama e especialista em terrorismo no Instituto Brookings de Washington, na realidade, foi a repressão contra os contrários a Al-Assad que criou condições para que a Al-Qaeda entrasse na Síria, a partir do Iraque. “É uma profecia autocumprida. A Al-Qaeda aproveitou os dois anos de instabilidade no país árabe para se consolidar ali”, acentua.
O temor de Israel é que, se Assad for deposto e seus arsenais acabarem nas mãos de um desses grupos jihadistas, estes poderão lançar um ataque contra o território judeu. Certo é que, se grupos como o Al-Nusra chegar a tomar o poder na Síria, haverá desestabilização da oposição, pois a maioria dela nem abraça a militância armada nem é radical. Assim, a oposição majoritária ficaria seriamente prejudicada. No início de abril, quando visitou Israel e a Jordânia, o presidente norte-americano, Barack Obama, revelou preocupação com a Síria, por ela estar se transformando em um “enclave para o extremismo”. Ante os ataques de Israel, urge que se promova ali a diferenciação clara entre os grupos rebeldes moderados e as milícias radicais. Mísseis israelenses podem matar os últimos, mas também muitos inocentes, como vem ocorrendo diariamente no país árabe.