"Tenho 34 anos e sou pivô da NBA. Sou negro e sou gay", escreveu o jogador no início do artigo elaborado junto com o escritor Franz Lidz.
"Não planejei me tornar o primeiro atleta gay assumido jogando numa grande Liga de esporte coletivo nos Estados Unidos, estou feliz por iniciar este debate", explicou.
"Não queria ser a criança na sala que levanta a mão e diz: 'Sou diferente'. Outra pessoa poderia ter feito o mesmo, mas já que ainda não aconteceu, eu mesmo vou levantar a mão", completou.
Com esta revelação inédita, qualquer time que resolver contratá-lo deve ficar sob os holofotes, assim como seus companheiros de equipe.
Collins já recebeu o apoio do manda-chuva da NBA, o comissário Davod Stern. "Jason tem sido um jogador muito respeitado ao longo da sua carreira e estamos muito orgulhosos por ele ter assumido a liderança neste assunto tão importante", explicou.
Outra figura importante a ter reagido publicamente foi o ex-presidente americano Bill Clinton (1993-2001). Sua filha Chelsea era amiga do atleta quando estudaram juntos na Universidade de Stanford.
"A revelação de Jason representa um momento importante para o esporte profissional e para a história da comunidade LGBT" (Lébicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), disse Clinton.
"Foi uma declaração sincera de um homem bom que não quer nada a mais do que a maioria busca; fazer seu trabalho, construir sua família e contribuir para o bem de sua comunidade", acrescentou.
"Para muitos membros da comunidade LGBT, esses objetivos simples têm sido difíceis de ser alcançados. Espero que todos, principalmente os colegas de Jason na NBA, a mídia e os fãs, possam dar-lhe o apoio e o respeito que merece", completou o ex-presidente.
Collins começou sua carreira no New Jersey Nets, onde ficou sete anos, de 2001 a 2008, tendo sua melhor temporada em 2004-2005, com média de 6,4 pontos e 6,1 rebotes por jogo.
A partir de 2008, teve mais problemas para se firmar por onde passou, atuando em cinco equipes em menos de cinco anos.
Na última delas, o Washington Wizards, disputou apenas seis partidas, com inexpressivos nove minutos em quadra.