O atual governo de esquerda, liderado pelo Partido da Aliança, foi rechaçado pelos eleitores em função das duras medidas de austeridade adotadas para reduzir o déficit orçamentário, em meio à crise da dívida soberana que abala a Europa. Enquanto isso, os partidos de direita são contra as negociações para que a Islândia entre na União Europeia (UE) e prometeram uma série de benefícios tributários para os cidadãos.
O Partido da Aliança viu seus assentos no Parlamento caírem de 19 para dez, e sua líder, a primeira-ministra Johanna Sigurdardottir, de 70 anos, anunciou sua aposentadoria antes mesmo das eleições. "A lição a ser aprendida aqui é que, se o objetivo é preservar a qualidade de vida, reduzir o desemprego, então seguir uma política de dura austeridade não é a opção certa", comenta Klobien Stefansson, sociólogo da Universidade da Islândia. As informações são da Dow Jones.