Damasco – Na última semana, cresceram as denúncias sobre o uso de armas químicas por parte do governo sírio na guerra contra os rebeldes que lutam pela deposição do presidente Bashar al-Assad. Depois de o governo de Israel anunciar que tinha provas da prática, os Estados Unidos e o Reino Unido se somaram ao coro e prometeram investigar. A Organização das Nações Unidas foi mais cautelosa e deixou claro que as informações reunidas até o momento não constituem prova de fato e afirmaram que seus próprios investigadores precisam de dados concretos para conclusões. A oposição síria reitera as denúncias e exige que o Conselho de Segurança da ONU se pronuncie.
Mikhail Bogdanob, vice-chanceler da Rússia, um dos poucos países que apoiam o regime sírio, afirmou que as informações sobre o uso de armas químicas na Síria não devem virar um pretexto para uma intervenção militar no país. “Se existirem provas sérias sobre a utilização de armas químicas na Síria, elas devem ser mostradas imediatamente, não escondidas”, disse Bogdanov, exigindo que sejam respeitados critérios internacionais sobre o caso. “Temos a experiência no passado de uma intervenção violenta nos assuntos iraquianos com o pretexto de que havia armas de destruição em massa. E no final isso era falso”, recordou, em referência à invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.