Bae foi preso no início de novembro, em Rason, uma zona econômica especial no extremo nordeste da Coreia, na fronteira com a China e a Rússia, de acordo com a agência de notícia estatal. Em despachos norte-coreanos, Bae, um americano coreano, é chamado de Pae Jun Ho, a ortografia da Coreia do Norte de seu nome coreano.
A natureza exata de seus supostos crimes não foi revelada, mas a Coreia do Norte acusa Bae, descrito como um operador turístico, de tentar derrubar os líderes da Coreia do Norte. "No processo de investigação, ele admitiu que cometeu crimes destinados a derrubar a Coreia do Norte", reportou a agência de notícias estatal neste sábado. "Seus crimes foram provados por evidências. Ele em breve será levado para o Supremo Tribunal da Coreia do Norte para enfrentar o julgamento". Não foi dado prazo para o veredicto.
Amigos e colegas descrevem Bae como um cristão devoto vindo do Estado de Washington, mas baseado na cidade chinesa de Dalian, e que viaja frequentemente para a Coreia do Norte para ajudar órfãos no país.
Pelo menos outros três norte-americanos detidos nos últimos anos também eram cristãos. A constituição da Coreia do Norte garante a liberdade religiosa, mas na prática apenas algumas crenças são toleradas pelo regime. Sob o código penal da Coreia do Norte, os crimes contra o Estado podem levar à prisão perpétua ou à pena de morte. As informações são da Associated Press.