Os deputados franceses aprovaram nesta terça-feira o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que polarizou a sociedade deste país. Na segunda e última leitura do texto na Assembleia Legislativa, 331 deputados votaram a favor e 225 contra.
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Oposição a casamento gay se intensifica na França às vésperas da aprovação no ParlamentoApós debate acirrado, França aprova o casamento gayA votação na Assembleia Nacional, onde os socialistas, no governo, possuem uma confortável maioria, converteu a França no 14º país a legalizar o casamento homossexual, Nova Zelândia e Uruguai aprovaram o casamento gay em meio a muito menos controvérsia. No recinto da Assembleia, onde os socialistas, no governo, gozam que uma confortável maioria, explodiram os aplausos e também gritos de rejeição.
O governo espera que a aprovação deste projeto de lei dissipe a crise provocada pelo tema, que foi uma das principais promessas da campanha do presidente François Hollande.
Os críticos da lei alegam que a França não estaria "preparada" para legalizar a adoção de crianças por casais homossexuais. Pesquisas mostram os franceses bastante divididos em relação ao tema.
Mas a oposição de direita, que se alinhou de forma quase unânime contra este projeto, e os detratores do casamento gay, que foram às ruas expressar sua desaprovação, alertaram que não vão parar de protestar. A oposição prometeu apresentar um recurso ante o Conselho Constitucional contra esta lei, que também autoriza a adoção por parte de casais de mesmo sexo.
Uma das maiores adversárias do projeto, uma comediante conhecida por Frigide Barjot, disse que os protestos vão continuar mesmo após a aprovação da lei e que o movimento "Um protesto para todos" pode indicar candidatos para as eleições municipais de 2014. Ela comentou que todos os envolvidos em protestos violentos serão excluídos do grupo, mas acusou o governo de não ouvir a população. "A violência é resultado da forma como isso foi imposto", afirmou.
A união civil entre homossexuais era permitida na França desde 1999, mas a legislação não autorizava a adoção de crianças, um dos pontos mais polêmicos do novo projeto.
A ministra francesa da Justiça, Christiane Taubira, disse que os primeiros casamentos poderão ser realizados já em junho.
(*Com agências)